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| Princípios Gerais de Economia |
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O termo economia tem origem nas palavras gregas Oikos (Casa) e Nomos (normas). Na Grécia antiga, a economia significava a arte de bem administrar o lar, tendo em conta rendimento familiar e os gastos efectuados durante um determinado período. No seu tratado “Ho Oikonomikos”, Xenofonte (431 – 355 a.C.) ensinou as regras básicas para a administração doméstica, caça, pesca, agricultura e direcção dos escravos. Posteriormente, as normas relativas à administração do lar e das terras de um senhor em particular foram alargadas à Polis (Cidade-Estado).
Define-se economia como uma ciência social que estuda a administração dos recursos escassos entre usos alternativos e fins competitivos. Os recursos escassos são os bens e serviços empregados na produção através de uma tecnologia conhecida para a produção de outros bens e serviços de maior valor agregado e destinados a satisfazer a procura. Os usos são alternativos porque os factores e as matérias-primas podem ser utilizadas para produzir mais escolas, camiões, tractores, etc. A produção de todos os bens não pode ser adicionada ao num curto espaço de tempo porque os recursos são limitados.
A economia estuda as actividades económicas cujas operações abarcam o emprego da moeda e a troca de bens entre indivíduos, empresas e órgãos públicos. Visa, de um lado, o comportamento das empresas que procuram produzir de modo mais eficiente, reduzindo os custos, sem perder qualidade, a fim de obter os melhores resultados, ou lucro. Por outro lado, avalia o comportamento dos consumidores, tendo em vista os preços, o rendimento de que dispõem e a oferta de bens e serviços no mercado.
Os economistas estudam como as pessoas tomam terminadas decisões, como a quantidade de trabalho, o que compram, quanto poupam e como investem as suas poupanças. Estudam ainda, a forma como as pessoas se inter-relacionam entre si. Por exemplo, examinam como um grande número de compradores e vendedores de um bem, determinam em conjunto o preço pelo qual o bem será vendido e a quantidade que será vendida. Por fim, analisam as forças e tendências que afectam a economia como um todo, incluindo o crescimento da rendimento médio e qual a taxa de aumento dos preços.
O campo da economia está dividido tradicionalmente em dois subconjuntos: microeconomia e macroeconomia.
Define-se a microeconomia como o estudo de como as famílias e empresas tomam decisões e de como se relacionam nos mercados. Trata do comportamento das empresas e dos indivíduos ou famílias, preocupando-se com a formação dos preços e o funcionamento do mercado de cada produto individualmente considerado
Define-se macroeconomia como o estudo dos fenómenos da economia como um todo, incluindo a inflação, desemprego, crescimento económico, taxa de juros, etc. A macroeconomia diz respeito aos grandes grupos nacionais. Estuda ainda, o funcionamento do conjunto da economia de um país, envolvendo o nível geral de preços, formação do rendimento nacional, mudanças na taxa de desemprego, taxa de câmbio, balança de pagamentos, etc. A macroeconomia abrange o comportamento económico e as políticas que afectam o consumo e o investimento, o câmbio e a balança comercial, os determinantes da variação nos preços e salários, as políticas fiscais e monetárias, o stock monetário, o orçamento do governo, taxas de juros e a dívida pública. Em síntese, a macroeconomia lida com as principais variáveis económicas e com os problemas diários.
Apesar do contraste entre microeconomia e macroeconomia, não há nenhum conflito entre ambas, pelo contrário, a economia no seu conjunto nada mais é do que a soma de seus objectos.
O PROBLEMA DA ESCASSEZ
Lei da escassez – Produzir o máximo de bens e serviços a partir de recursos escassos disponíveis em cada sociedade.
A escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens – chamados de bens económicos. “Exemplo, os jazigos de minério de ferro são abundantes, porém o minério pré-transformado, as chapas de aço e finalmente o automóvel são bens económicos escassos.
Escassez económica – Situação gerada pelo facto de se produzirem bens com recursos limitados, a fim de satisfazer as infinitas necessidades humanas. Somente existirá escassez se houver uma procura de aquisição do bem. Exemplo: O hino nacional escrito na cabeça de um alfinete é um bem raro, mas não é escasso porque não existe uma procura para a sua aquisição.
Um bem é procurado porque é útil, porque tem a capacidade de satisfazer uma necessidade humana.
BENS MATERIAIS – Pode atribuir-se-lhes características físicas de peso, forma, dimensão, etc. Exemplo: automóvel, moeda, borracha, etc.,
BENS IMATERIAIS – São os de carácter abstracto. Exemplo a aula ministrada, a hospedagem prestada, etc. (Em geral todos os serviços fornecidos).
NECESSIDADE HUMANA – Qualquer manifestação de desejo que envolva a escolha de um bem económico capaz de contribuir para a sobrevivência ou para a realização social do indivíduo. À economia interessa a existência das necessidades humanas serem satisfeitas com bens económicos, e não a validade filosófica das necessidades. Exemplo: Para os ricos a construção de uma mansão pode ser uma necessidade, ao passo que para os indivíduos de renda média não seria uma necessidade.
















